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KB-001: Automação de Front-end com CDD e IA Generativa

Visão Geral

Este documento estabelece a estratégia para escalar o desenvolvimento de interfaces front-end através da combinação de Component-Driven Development (CDD) e IA Assistiva (Copilot, Cursor, etc.). O objetivo principal é atingir um alto nível de automação em tarefas repetitivas, mantendo a fidelidade visual e a qualidade do código.


1. Pilares Metodológicos

Component-Driven Development (CDD)

A interface deve ser tratada como um conjunto de componentes isolados.

  • Foco: Criar peças reutilizáveis e granulares.

  • Vantagem para IA: Facilita a compreensão do contexto pelo modelo de linguagem (LLM), pois as responsabilidades são bem definidas e as interfaces de entrada/saída (props) são claras.

Storybook como Fonte da Verdade

Storybook deixa de ser apenas uma documentação visual e passa a ser o índice de referência para a IA.

  • Ele define o catálogo de componentes disponíveis.

  • Serve como base para que o assistente de código saiba “o que já existe” antes de tentar criar algo do zero.


2. Implementação Técnica: “AI Instructions” via Markdown

Para garantir que a IA siga os padrões do projeto sem intervenção manual constante, utiliza-se a técnica de System Prompting Local:

ArtefatoLocalizaçãoFunção
Arquivos .mdPasta de configuração (ex: .ai-rules/)Contêm as diretrizes de código, padrões de estilização e exemplos de uso de componentes.
Indexação de CódigoRepositórioO assistente (ex: Copilot) indexa o diretório de componentes para sugerir implementações baseadas no código real.

Nota: O desenvolvedor não deve “pedir” o componente manualmente toda vez. As instruções no Markdown devem guiar o assistente para que, ao identificar a necessidade de um botão ou tabela, ele utilize a implementação padrão automaticamente.


3. Fluxo de Trabalho e Qualidade

O ciclo de desenvolvimento segue o fluxo: Instrução Geração Validação.

  1. Desenvolvimento: Uso de componentes do catálogo via Storybook.

  2. Geração: IA sugere o código baseada nas regras do Markdown local.

  3. Revisão de Código (Code Review):

    • SonarQube: Validação de segurança, bugs e cobertura de testes.

    • AI Code Review (ex: Code Rabbit): Revisão semântica do PR para garantir aderência aos padrões de arquitetura.


4. Diferenciação de Fidelidade (UI Fidelity)

As estratégias de automação variam conforme a complexidade da interface:

  • Baixa/Média Fidelidade: Alta automação via CDD e IA. Ideal para aplicações administrativas e fluxos padrão.

  • Alta Fidelidade (High Fidelity): Interfaces altamente customizadas que exigem ferramentas especializadas de design-to-code (ex: Integração avançada com Figma) e maior intervenção humana.


5. Manutenção e Distribuição de Padrões

  • Centralização via Git: As instruções de automação (arquivos Markdown) devem ser versionadas no repositório.

  • Sincronização: Alterações no padrão visual feitas pelo “Dono dos Componentes” são distribuídas via push/pull nos repositórios dos projetos transversais.


Deseja que eu elabore um exemplo prático de como seria o conteúdo desse arquivo Markdown de instruções para a IA?

Esta reunião focou na convergência entre Component-Driven Development (CDD) e o uso de Assistentes de IA (como GitHub Copilot) para acelerar a criação de interfaces front-end, garantindo consistência técnica e visual.

Aqui está o resumo dos pontos principais:

1. Componentização e Storybook como “Fonte da Verdade”

A discussão central foi como utilizar o Storybook não apenas como documentação, mas como a referência base para a IA.

  • CDD (Component-Driven Development): O foco é criar componentes isolados e repetitivos para facilitar a automação.

  • Storybook: Atua como o catálogo de componentes. A ideia é que a IA consulte essas definições para evitar a criação de “código sujo” ou interfaces fora do padrão.

2. Instruções de IA via Markdown (.md)

Para garantir que a IA (Copilot/Cursor) siga os padrões do projeto, sugeriu-se o uso de arquivos Markdown com instruções específicas:

  • Catálogo de Instruções: Em vez de dar comandos genéricos, o desenvolvedor usa arquivos .md que explicam como os componentes (botões, tabelas, etc.) devem ser implementados.

  • Contexto de Sistema: Esses arquivos ficam no repositório (ex: em uma pasta oculta ou pasta de configuração) e guiam a IA sobre quais bibliotecas e estilos usar.

  • Distribuição: Discutiu-se como manter esses padrões transversais entre diferentes projetos via Git (push/pull), garantindo que todos os times “bebam da mesma fonte”.

3. Fidelidade de Interface e Ferramentas

Houve uma diferenciação importante sobre o nível de complexidade das telas:

  • Low/Mid Fidelity: Onde o Storybook e as instruções de Markdown funcionam muito bem para gerar código estruturado.

  • High Fidelity (Design complexo): Para interfaces muito elaboradas, mencionou-se o uso do Figma e ferramentas de inspeção ou plugins que integram o design diretamente ao código (como o “Locofy” ou similares).

4. Qualidade e Revisão de Código

A automação não para na geração do código. O fluxo de trabalho discutido inclui:

  • SonarQube: Para análise de qualidade e cobertura.

  • Code Rabbit / GitHub Copilot Reviews: Ferramentas de IA para revisar o PR (Pull Request), garantindo que o que foi gerado está correto e segue os padrões de arquitetura definidos.


Encaminhamentos e Próximos Passos

  • Guia Prático: Será enviado um e-mail com o “passo a passo” da implementação desse fluxo.

  • Exemplo de Boilerplate: Será compartilhado um modelo (“relevo”) de aplicação com a estrutura de Markdown e Storybook configurada.

  • Prazo: O material deve ser enviado entre o final do dia de hoje e o início da próxima semana.

Gostaria que eu analisasse como essa estratégia de “instruções via Markdown” se conecta especificamente com a sua pesquisa sobre o impacto da IA Generativa no desenvolvimento de produtos?